O homem por trás do iOS

9 02 2011

Todos os dias vemos notícias sobre lançamentos de novos smartphones, tablets, torradeiras e fornos elétricos. Isso já é cotidiano, pois esses gadgets (exceto a torradeira e o forno elétrico) estão se tornando cada vez mais comuns, logo lançamentos atraem bastante atenção da mídia.

E é impossível falar na dupla smartphone/tablet sem lembrar do sistema operacional que quebrou vários paradigmas quando foi lançado: o iOS.

Desde o primeiro iPhone, em 2007, o iOS mostrou-se robusto, estável, com uma grande variedade de aplicativos e, principalmente, intuitivo. Com o recurso de multi-touch o iPhone foi (e ainda é) um sucesso absoluto, e grande parte desse sucesso se deve pelo sistema operacional excelente.

Mas quando falamos no iOS logo lembramos da Apple, e não há como lembrar da Apple sem pensar no homem por trás disso tudo: Steven Paul Jobs, mais conhecido com Steve Jobs.

Nascido em 1955 nos Estados Unidos, Jobs é hoje um dos nomes mais influentes do planeta. Os lançamentos da Apple são guardados a sete chaves e causam grande buzz quando chegam, sejam pelos recursos, pelo design ou simplesmente pelo marketing bem feito. O que não se pode negar é que o “Estevão Trabalhos” é excelente em uma arte: administrar.

Veja esse trecho da Wikipedia:

Sob a orientação de Jobs, a Apple aumentou suas vendas significativamente depois destas inovações implantadas por ele e sua equipe. O iMac foi o primeiro computador introduzido no mercado com várias características avançadas, principalmente pelo seu design inovador e pelo material utilizado, basicamente o plástico translúcido e colorido, o que decretou a morte da cor padrão para PCs (o bege), e a partir de então muitos deles passaram a usar este tipo de material nos produtos de informática em geral. Desde então, Jobs vem trabalhando muito em idéias criativas deste nível e obtendo sucesso de vendas com elas.

De forma resumida: o cara saiu da Apple e, depois de 11 anos, voltou para evitar que a empresa falisse. Deu tão certo que hoje (dados até 2010) a Apple é a 39ª marca mais valiosa (segundo a Business Week) do mundo, a frente de empresas como Siemens (44ª), Harley-Davidson (45ª), Philips (48ª), Accenture (49ª) e Volkswagen (56ª). Note que estamos falando em valor da marca (brand value), e não em faturamento.

Jobs é conhecido por ser um cara, digamos, excêntrico. Budista, tem o costume de andar descalço e de bermuda, reduziu seu salário na Apple a 1 dólar, e ao mesmo tempo tem uma fortuna estimada em 2009 de 5.1 bilhões de dólares. Extremamente perfeccionista e deseja sempre alcançar a simplicidade e funcionalidade máxima em cada produto. Acredita que a equipe organizadora é fundamental em todo o processo, porém, segundo o filme Piratas do Vale do Silício, que conta a trajetória de Jobs, ele tem características de um déspota, onde ele é o grupo de um só homem. Apesar de inúmeras controvérsias apresentadas em seu modo de ser e administrar, e por muitos sendo tomado como “insuportável” (Wikipedia)

Esse é o figura: simplesmente eleito o CEO da década...

Com todo esse jeitão ele é um grande exemplo sobre como uma boa administração, marketing e fidelização de clientes (ou distorção da realidade), além de bons produtos podem levar uma empresa ao sucesso. Um bom exemplo a se seguir.

Se desejar, veja o perfil dele no site da Apple clicando aqui. Também há o livro “A cabeça de Steve Jobs” que, dizem (eu ainda não li), é muito bom.

Se quiser comentar algo sobre essa personalidade do mundo tecnológico sinta-se a vontade, clique em “Deixar um Comentário” e manda ver!

 

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Afinal, o que são tablets?

26 01 2011

Todos os dias nos deparamos com notícias diversas sobre tablets, mobilidade, aplicativos móveis, touch-screen, multi-touch, pinch-to-zoom e outras letrinhas misturadas que pra muita gente não fazem o mínimo sentido.

Então vou tentar, de forma prática, explicar o que são e para que servem os tablets. Esse post pode não fazer sentido para quem é da área de TI e que está acostumado a esses termos e a essas novidades, mas para quem é “de fora” poderá ser útil.

Vamos aos pontos.

Começando do básico: o que é touch-screen?

Traduzindo literalmente teríamos tela de toque. E é basicamente isso.
Equipamentos com touch-screen são equipamentos onde a entrada de dados e a interface de operação é realizada através de toques na tela. Um exemplo clássico são os caixas eletrônicos, onde as transações, consultas e afins são realizadas através de uma tela touch-screen (alguns são operados por botões ao lado da tela).

Tela sensível ao toque

Existem hoje em dia uma miríade de equipamentos com telas touch-screen, que vão desde celulares/smartphones até computadores de bordo em carros de luxo. Nesse meio temos geladeira, computadores e os nossos amigos tablets.

E os termos “multi-touch” e “pinch-to-zoom”?

São termos que surgiram mais recentemente, com o avanço das tecnologias das telas sensíveis ao toque.

O multi-touch, como o nome sugere, é a capacidade do equipamento de reconhecer múltiplos toques ao mesmo tempo. Isso é um recurso importante em vários aspectos, desde jogos que exigem interações rápidas e múltiplas até recursos avançados como reconhecimento de gestos, como está previsto no novo iPad (ou iPad 2, ou iPad HD, ninguém sabe como se chamará). E, na verdade, será um recurso no novo iOS 4.3, ou seja, estará em mais equipamentos da Apple. Falaremos sobre iOS e Apple mais abaixo.

O pinch-to-zoom é um recurso que, se valendo da capacidade multi-touch, permite que com gestos do tipo pinça aumentar ou diminuir o zoom em uma foto, página da internet ou aplicativo. Está presente em equipamentos com iOS e em praticamente todos equipamentos com Android. Falaremos do Android mais pra baixo também.

E finalmente, os tablets

Tablets são dispositivos que estão entre smartphones e computadores/netbooks. Possuem muitos recursos e sistemas operacionais dedicados a essa tarefa. De forma geral, permitem ler livros, entrar na internet, jogar diversos jogos e instalar programas para variadas funções, desde softwares estilo Microsoft Office até aplicativos dedicados a operação na Bolsa de Valores.
Hoje, os principais tablets do mercado são o iPad, da Apple, e o Galaxy Tab, da Samsung.

iPad e Galaxy Tab

Cada um desses tablets utiliza um sistema operacional. Vamos a eles.

iOS (iPad)

O iPad utiliza o sistema operacional da Apple para dispositivos móveis, o iOS, atualmente na versão 4.2.
O iOS surgiu em 2007, inicialmente como o sistema operacional do iPhone. Na Wikipedia encontramos o seguinte artigo:

iOS é o sistema operativo móvel da Apple. Desenvolvido originalmente para o iPhone, também é usado em iPod Touch, iPad e Apple TV. A Apple não permite o sistema operacional rodar em hardware de terceiros. A interface do usuário do iOS é baseado no conceito de manipulação direta, utilizando gestos em multi-toque. A interação com o sistema operacional inclui gestos como apenas tocar na tela, deslizar o dedo, e o movimento de “pinça” utilizado para se ampliar ou reduzir a imagem. Acelerômetros internos são usados por alguns aplicativos para responder à agitação do aparelho (um resultado comum é o comando de desfazer) ou rodá-la em três dimensões (um resultado comum é a mudança do modo retrato para modo paisagem).
Fonte: Wikipedia


Android (Galaxy Tab)


O Galaxy Tab utiliza o Android, sistema operacional móvel desenvolvido pelo Google. Segundo a Wikipedia:

Android é um sistema operacional móvel que roda sobre o núcleo Linux, embora por enquanto seja ainda desenvolvido numa estrutura externa ao núcleo Linux[3]. Foi inicialmente desenvolvido pela Google e posteriormente pela Open Handset Alliance, mas a Google é a responsável pela gerência do produto e engenharia de processos. O Android permite aos desenvolvedores escreverem software na linguagem de programação Java controlando o dispositivo via bibliotecas desenvolvidas pela Google.[4] Existem atualmente mais de 100 mil aplicações disponíveis para Android.[5][6] O sistema operativo Android consiste em 12 milhões de linhas de código, incluindo 3 milhões em XML, 2.8 milhões de linhas de C, 2.1 milhões de linhas de código Java e 1.75 milhões de linhas de código em C++.[7]
Fonte: Wikipedia

Outros tablets


Estão em vias de lançamento (provavelmente esse ano) o Playbook, da RIM (fabricante do Blackberry) e o Xoom, da Motorola. Mais informações em breve.

E como um tablet pode ser útil pra mim?


Há vários motivos que fazem um tablet ser útil. Citando apenas alguns:

– Não carregar mais uma tonelada de livros, você pode ter todos no seu tablet em formato digital

– Anotações, planilhas, documentos, imagens e internet totalmente portáteis, sem esperar o tempo de carregamento de um notebook

– Mais leve e menos espaçoso que um notebook

E qual comprar?


Existe uma discussão imensa entre o iPad e o Galaxy Tab. Podemos citar:

– A tela do iPad é maior (9,7 polegadas contra 7 polegadas)

.- Porém o iPad é mais pesado (680gr sem 3g, 730gr com 3g contra 379gr)

– O iPad possui mais aplicativos, mas a plataforma Android vem crescendo bastante

– O Galaxy Tab permite visualizar páginas em Flash. O iPad não

– Porém o Flash trava e pode transmitir vírus

Resumindo, há prós e contras nas duas plataformas. Vai de você analisar.

Existem vários comparativos entre ambos por aí, clique aqui, aqui ou aqui.





O que esperar de 2011?

18 01 2011

Sinceramente?

Não sei!

A concorrência é cruel!

O mercado de trabalho tem MUITAS vagas para a área de tecnologia. Porém não há profissionais qualificados para suprir toda essa demanda.

Por outro lado ainda vemos muitas empresas que querem contratar um profissional com experiência, certificações, graduação, pós-graduação, MBA, bilíngue, trilíngue, poliglota, troglodita, etc, etc, etc, e pagar salário de estagiário. E é uma realidade que vemos, principalmente fora dos grandes centros.

Experiência própria: trabalhei em um lugar que tinha um salário, digamos, incompatível. Porém, cidade pequena, poucas empresas da área, eles “fazem o que querem” com o mercado. A solução? Ir embora pra outro lugar com mais oportunidades, plano de carreira, melhor salário. Enfim, a solução é estar sempre atento e saber se seu salário e, nunca esquecer isso, se seus benefícios estão compatíveis com o mercado. Além disso é importante ter em mente se nessa empresa onde você está haverão oportunidades futuras (consulte funcionários mais velhos de casa se essa informação não for bem ventilada), ou se há um plano de carreira bem definido.

E no geral, o que virá em 2011?

Particularmente eu aposto na mobilidade. Será o ano dos tablets, como podemos ver no último CES o quanto as grandes fabricantes estão apostando nisso. Claro que o preço proibitivo no Brasil vai fazer com que aqui não tenhamos o mesmo avanço que lá fora, mas teremos avanços.

Há outros pontos também, como corte de custos e empresa 2.0. No FGR Blog tem um post falando sobre isso, leia lá!

No mais, temos que correr atrás. As oportunidades passam lá fora, basta estar atento e capacitado para abraça-las.

Bom 2011 para todos!